terça-feira, agosto 29, 2006


Bet and Pack up

Até há bem pouco tempo esmurrava mentalmente toda e qualquer criatura, viva ou putrefacta, que dissesse mal da nossa selecção. Da nossa bandeira. Do nosso hino.
Um acto reflexivo mas irreflectido, penso hoje. Hoje, que regresso de umas férias merecidíssimas, repletas de descoberta, aventura e, sobretudo (caso raro), descanso. E, hoje, que acabo de ver dois grandes imbecis, suspensórios de - e suspensos por - qualquer coisa chamada futebol português.
Não vou falar do patenteado órfão social democrata – sempre o bombo - mas do director inexecutivo desta liga marreca e vurmosa.
O Cunha até pode ter toda a razão do oráculo, mas – chiça! – não basta tê-la, é preciso trazê-la. E nem é preciso grandes elucubrações. Basta uma voz pausada, sem gaguez; um olhar convincente, não estrábico e, sobretudo, não mexer nos papeis como se de alzheimer padecesse. Mais do que a comissão disciplinar, o conselho de justiça ou os trânsitos julgados desportivos, o Mateus não merece e eu, que cheguei há pouco, e mais todos os outros que já cá estão, muito menos.